sexta-feira, 13 de Novembro de 2009

Diário #47

13 de Novembro 2009 - 01:18

Hoje a sessão de patins foi muito boa. Duas horas e muito suor. Não choveu e o sol deu mesmo um ar da sua graça. São Martinho é, obviamente, o patrono dos patinadores barbudos. Pela primeira vez, aconteceram-me duas coisas. O responsável, o mesmo rapaz simpático. Ao passar por ele, meteu conversa comigo, perguntando-me se era muito difícil patinar. Não, não é, é só ter um pouco de paciência, aguentar os primeiros vinte minutos e não desanimar com as primeiras quedas. Disse-lhe os preços e aconselhei-o sobre as rodas ideiais para quem começa. Disse-me, eu também sou brasileiro. Eu não, sou. É sério, é que parece mesmo, pela sua maneira de falar. Pela primeira vez, um brasileiro pensou que eu também era brasileiro, depois de me ouvir a falar. Mas o estranho mesmo e gratificante foi alguém ficar com vontade de aprender a patinar depois de me ver a mim a patinar. Você costuma passar aqui, anda bem, nossa e bem rápido. Cheguei há pouco do bilhar. Ou, melhor, do matos. [se alguém souber de alguma grafia melhor que "matos", que avise] Olha, está a dar o vídeo dos Ramstein na sic Radical, o tal que é pornográfico. É curioso o tipo de censura por que optaram. Cena sim, cena não está tudo desfocado. Amanhã, mais patins. Mais sessões que hoje. E um envelope que quero entregar a uma moça de sorriso bonito.

quarta-feira, 11 de Novembro de 2009

Diário #46

11 de Novembro 2009 - 23:49

Os meus dias sem horários estão a chegar ao fim. Depois de uma má experiência, volto ao emprego que tinha, na segunda-feira, quando se acaba a licença sem vencimento. Estou constipado. Não fui patinar e só posso esperar, daqui para a frente, que se reduzam as possibilidades de patinar, à medida que a chuva se for tornando constante. A natação é um óptimo desporto para o inverno. Tenho de encontrar um local onde possa nadar sem ninguém a dizer-me como. E os halteres têm de começar a funcionar. A má experiência das primeiras tentativas está ultrapassada. Quero tonificar este corpo. Não vou voltar à forma que tinha aos 19 anos, mas vou voltar a gostar do meu corpo. Aliás, já recomeço a gostar dele. O livro continua. Continua neste método, em que não forço, quando não dá. O projecto confunde-se com a minha vida. E eu tenho vivido, todos os dias, salvo erro.

quinta-feira, 5 de Novembro de 2009

Diário #45

5 de Novembro 2009 - 22:57

Quarenta e cinco foi o último número de camisola usado por Michael Jordan, não que isto importe, mas estou desajeitado, perante essa coisa chamada diário. Dia treze, hum, ainda não vi se é uma sexta-feira.- regresso ao emprego antigo. Tive uma experiência boa, que interrompi, para ter uma experiência má. Um tipo, ex-colega (da tal experiência boa), convidou-me para trabalhar com ele. Iria ganhar muito dinheiro, ajudar a criar uma empresa desde o início, ter responsabilidades, carro e muito que fazer. Infelizmente, aceitei. Em poucos dias o tipo revelou-se um trafulha, em quem deixei rapidamente de confiar. Deve-me dinheiro, que estupidamente lhe emprestei. Não me atende o telefone, agora que sabe que é para lhe pedir o dinheiro de volta. Às tantas, noutra vida fui um ladrão ou um corrupto. A minha tendência é não conseguir ganhar dinheiro, habilmente driblando todas as oportunidades de ter estabilidade financeira. Sou um péssimo gestor de dinheiro. E quanto a carreira, acho que não é preciso dizer nada. Há uma rapariga em quem penso muitas vezes. sonho que talvez ela pense em mim, de vez em quando. Não nos temos cruzado. É uma dessas figuras misteriosas, porque esquiva, geralmente solitária e muito sorridente, com um desses sorrisos que o hábito embelezou, talvez porque existe uma dor por dentro, ou porque essa mesma dor foi erodindo as defesas, até se ficar em carne viva, ali tão perto da felicidade e da insegurança. Quero conhecê-la. Por enquanto, deixei de a ver, mas sei que frequenta os mesmo sítios que eu - até agora, tem estado nesses locais quando eu não estou. Os meus amigos cruzam-se com ela, habitualmente. Mas eu não. Sonho que ela também me procura, quer saber o meu nome, vê na minha solidão ocasional, a mesma dor a que só resta ceder, até que a película que nos protege do mundo deixa entrar a luz nos sítios escuros, para que se veja nos outros a beleza mais primária e perfeita. Sonho com ela, se deixar a minha mente à solta, imagino beijos e sorrisos, o calor do abraço dela, o sabor da sua pele, e o nome, que não conheço. Sei que é provável que a encontre, se passar muito tempo. Mas nisto do coração, não confio em estatísticas e probabilidades. Este fim-de-semana vou aperaltar-me, no meu estilo propositadamente descontraído, e ficar atento, como tenho estado, adivinhando em cada silhueta feminina a sua, com os poemas que tenho para lhe dar à mão de semear. Está frio e eu por dentro ardo. Onde estás?

terça-feira, 3 de Novembro de 2009

Saudade Barthesiana

Esta foto deve ter uns cinco anos. Foi tirada durante o Inverno. As silhuetas são a minha e a do Pepe. Estava eu e a minha namorada da altura na livraria de uma amiga, em Leça da Palmeira, quando surge um cão, pequeno, magro, assustado e com o pêlo muito danificado pelo que mais tarde saberíamos ser sarna. O cãozito entrou, em passo acelerado e fugindo das pessoas e foi direito a um vaso de flores, do qual começou a beber a água sofregamente. Em pouco tempo e após uma troca de olhares silenciosa, saí para ir comprar comida para o cão. Voltei e quando lhe demos comida, ele comeu tão nervosa e ansiosamente que quase se engasgava. Não conseguimos abandoná-lo. Levámo-lo para casa. No dia seguinte fomos com ele ao veterinário. Tinha sarna, estava subnutrido, muito magro, e tinha lombrigas. Os medicamentos e a comida e o conforto que lhe demos ajudaram-no a recuperar. Em breve o pêlo revelava a sua cor, um castanho terra e a vivacidade e a energia de um cachorro que encontrou um lar, encheu-nos a casa com uma alegria que nos contagiou. O nome, sugeri-o logo no segundo ou terceiro dia, e ficou. Pepe. Esta era a praia onde ele corria diariamente. Onde travava amizade com dezenas de outros cães. A partir de certa altura, ganhou o hábito de se meter com cada um dos cães que conseguia encontrar, ladrando alegre e provocadoramente. Passado uma meia-hora, conseguia reunir uma matilha, que abandonava para ir buscar mais um recruta canino. Os donos acabavam por falar uns com os outros, ao encontrarem-se junto aos seus cães, recrutados pelo Pepe. Inicialmente as ondas assustavam-no muito. Não me seguia, quando eu me aproximava da água. Durante muitas semanas, deixei que ele se fosse habituando à proximidade da água, à sensação de ter as patas molhadas. Quando a sua curiosidade se tornou maior que o receio, as coisas mudaram. Entrei na água, deixando uma onda rasa cobrir-me até um pouco acima dos tornozelos. E a cortina de água avançou, fazendo o Pepe recuar. Mas o seu olhar atento, a orelha direita espetada e a esquerda eternamente descaída, já não era de receio, a sua cauda abanava, em vez de se enfiar entre as patas traseiras. Avancei mais um pouco em direcção à água, no refluxo da onda. Quando a próxima onda veio, chegando-me até aos joelhos, o Pepe estava ao meu lado. Sobressaltou-se com a força inesperada daquele volume de água. Mas emergiu triunfante e molhado, abanou-se e desatou a correr sobre a película de água deixada pela onda. Passaria a ter como brincadeira favorita correr paralelamente à orla das ondas, desafiando a força da água e nadando quando ficava sem pé. Vinha depois pelo caminho a pingar, abanando-se de tempos a tempos e sabia que o esperava uma toalha seca, em casa.

sábado, 17 de Outubro de 2009

Diário #44

17 de Outubro 2009 - 00:13

Noto agora que esta é a entrada 44 do diário (4 é número azarento para os chineses) e que começo a escrever às 00:13, e sobre o 13 não é preciso dizer nada. São os números que me têm ocupado. Os salários em atraso - hoje recebei um, falta outro e o subsídio de férias. As horas a que me levanto. Os quilos que perdi. E, mais que tudo, o dinheiro que posso fazer. Recebi uma proposta tão interessante, tão boa, que tudo parece fácil demais. Se aceitar a proposta, fico num cargo de responsabilidade, bastante responsabilidade, é-me exigido bastante mas sou recompensado muito bem, se for profissional e produtivo. Amanhã devo dizer que sim, que aceito. E a minha vida, no que toca a finanças, pode mudar bastante.

sexta-feira, 16 de Outubro de 2009

Diário #43

16 de Outubro 2009 - 01:25

Muito cansado, depois de horas a organizar os meus 200 gigas de música. Amanhã vou patinar de novo, descendo pela 31 de Janeiro. E há umas ruas secundárias com asfalto novo e liso que quero explorar.

quinta-feira, 15 de Outubro de 2009

Diário #42

Voltei a escrever. E amanhã recomeço a patinar, depois de 3 ou 4 dias parado. Vou dormir.

quarta-feira, 14 de Outubro de 2009

Contaquilómetros #16
















Palavras:9686|Caracteres:55098

terça-feira, 6 de Outubro de 2009

Diário #41

6 de Outubro 2009 - 23:24

Hoje choveu o dia todo. Não patinei. A Eva falou-de de uma piscina em que se compra senhas para 1 hora por 2 euros e meio. E há desconto, a partir de determinado número. Amanhã vou lá, espero. Não posso deixar o mau tempo impedir-me de fazer exercício. Tenho pena de não poder patinar. Mas pior seria voltar a engordar. Não quero admitir isso a mim próprio. A barriga é o meu adversário. E nem tenho de lhe ter muito respeito. Só interessa derrotá-lo, sem afectar a minha saúde. O dia de hoje abriu-me perspectivas para a nova vida que poderei ter em breve. Amanhã as coisas vão-se concretizar mais um pouco. Acho que dentro de uns 15 dias, já posso ter uma ideia sobre quão boa será a mudança. Se tudo correr bem, daqui a dois meses já tenho a minha conta bancária saneada, algum dinheiro de lado e no mês seguinte posso até pensar em comprar uns patins novos. Mudanças mais profundas ainda, como sair de casa dos meus pais, podem começar a ser colocadas, nessa altura. E sim, o livro volta a ser escrito, mal me habitue a este novo ritmo. O que deverá acontecer nos próximos dias.

segunda-feira, 5 de Outubro de 2009

Diário #40

5 de Outubro 2009 - 22:09

A minha irmã casou-se. A minha irmã, para quem ainda não sabe, é a mulher mais linda do mundo. Casou-se com um rapaz de sorriso saudável e temperamento vigoroso, um basquetebolista de quase dois metros de altura, que dá uma tareia a quem me conseguir fugir, se alguém se atrever a importunar a minha irmã. O casamento foi lindo, entre árvores em vez em frente ao altar. Disse aos meus pais que estava orgulhoso de eles não fazerem um casamento pela igreja. E acho que compreenderam, quando lhes expliquei que me parece triste e despropositado que pessoas que não são religiosas queiram um casamento de aspecto religioso. A religião é para os religiosos. Um casamento na Igreja é a assunção de um compromisso perante Deus e a comunidade religiosa. Não há mal nenhum em não acreditar em Deus ou em não seguir uma religião. A sério que fiquei orgulhoso que eles não cedessem à pressão estúpida de uma sociedade hipócrita que eleva o que é fachada ao estatuto de símbolo de dignidade e tradição. Foi um casamento lindo, divertido, original, alegre. Comovi-me várias vezes, em alguns momentos mais sentimentais. Ver a minha irmã tão feliz é motivo de orgulho. Para quem já me conhece é fácil perceber que não há nada que respeite mais numa pessoa que a sua maturidade, a sua lucidez e, fruto e cúmplice das duas primeiras, a sua felicidade. Uma pessoa feliz é uma pessoa que soube amadurecer no sentido do mundo, que soube ir em frente, quando o sofrimento e a dúvida lhe sopravam mentiras ao ouvido. Tenho orgulho na minha irmã e no homem que escolheu. Os dois são felizes. E vão ser ainda mais, quando a sua vida crescer em tempo e diversidade. Hoje choveu o dia todo. consegui uns 20 minutos de patinagem mais uns 10 à chuva, e soube-me tão bem. Vim a patinar para casa, à chuva, com cuidado para não derrapar e feliz como a criança que gostava de vir à chuva no princípio dos invernos da Figueira da Foz. Em breve haverá mudanças na minha vida. Coisas boas e coisas difíceis. E tenho dificuldade em distinguir umas das outras. Sei que a mudança era um vício. Muitas vezes corri ao seu encontro, de forma precipitada e insana. Agora, que quero ser prudente e pertinaz, que quero fundir a capacidade de aceitar a mudança com a habilidade em escolher o quando e o como, sou menos precipitado e mais cauteloso. Ainda assim, não viro costas. Mas vou a passo e de olhos bem abertos.

Metáforas lamechas


















Guardei esta foto. Parece estranho chamar fotografia a um rectângulo escuro, já que a fotografia é feita precisamente de luz. Foi tirada com a câmara polaroid (ou melhor, fujitsu) da Maria, por ela. Como havia pouca luz, saiu assim. Tirou ainda uma à Eva e outra ao Hugo, acho. A amizade talvez seja assim. Em vez de ser uma folha em branco, talvez seja um quarto no escuro. No início, andamos às apalpadelas, cheios de cuidado e pudor. Quando começamos a confiar no discurso e no tacto, alguém encontra uma vela ou acende um candeeiro. Acrescentamos contornos e alguma cor à voz e ao toque. Descobrimos os primeiros sorrisos. Alguém sugere abrir as persianas e a luz do dia entra no quarto. Quando já estamos à vontade no quarto, com luz suficiente, acontece as paredes ficarem muito brancas, até se diluírem mostrando o mundo em volta. Deixa de haver quarto, para ser o mundo o lar daqueles amigos. Noutros casos, são feitas cópias das chaves daquele quarto, que se visita de passagem ou para fugir de alguma tempestade. A amizade talvez seja isto, um quarto que vamos iluminando até que se torna um refúgio ou deixa de ser necessário, tão grande é a vontade de estar no mundo, com pessoas tão cúmplices da nossa felicidade.

terça-feira, 29 de Setembro de 2009

Diário #39

29 de Setembro 2009 - 00:06 

Muito sono. Sessão de patinagem deliciosa e cansativa. Tentativa de pôr o Nero a funcionar. E quarta-feira não trabalho. O livro vai ser retomado brevemente, pressinto-o e quero-o, o que é mais importante. Paguei tudo o que devia a amigos - felizmente era pouco. E ainda posso levantar algum dinheiro. Mas espero que o próximo salário não demore um mês, como é normal. Tenho, terei, dentro de dias, dois salários em atraso e o subsídio de férias. Tenho gostado de ser telefonista, além de recepcionista. Os dias passam mais rápido porque estou mais ocupado. E este brinde de um Outono benigno, este calor é um bónus muito bem-vindo.

quinta-feira, 24 de Setembro de 2009

Diário #38

24 de Setembro 2009 - 22:19

A chatice de ter um projecto que é público é que a minha incompetência, preguiça e incapacidade também são documentadas. Não tenho tido vontade de encontrar tempo para escrever. Um ou outro dia é complicado. Tenho de fazer ou não estou em casa. Mas hoje não havia desculpa. E pelo terceiro dia que não fui patinar. Ando cansado e com vontade de mimos e atenção. Faz-me falta o meu amor mais próximo, à distância de uns braços esticados e mais perto ainda, dentro do meu abraço. Faz-me falta receber atempadamente, para deixar de fazer contas. Faz-me falta essa obstinações dos eremitas ou a coragem despojada dos que lutam por si mesmos. Sou preguiçoso e com tendências de caranguejo-eremita. A minha concha mudou, mas continuo a nadar devagar. Tenho uma imensa necessidade de escrever, uma ânsia, uma fome, uma tempestade que queria derramar. Mas o livro não é um blogue nem um campo de batalha nem um divã onde fazer terapia. É a minha história. O meu percurso. E eu, que nem rédeas tenho no presente, passo por estes momentos em que não me apetece cartografar o passado recente. Amanhã é outro dia e hoje já é tarde para prometer voltar com energia e motivação revigoradas.

Diário #37

O concerto dos Plus Ultra foi mesmo muito bom. Vou dormir.

terça-feira, 22 de Setembro de 2009

Diário #36

22 de Setembro 2009 - 23:23

Muito sono. Vou dormir. Amanhã há concertos. Não sei se vou.

Braga - Valença - Braga II


segunda-feira, 21 de Setembro de 2009

Diário #35

21 de Setembro 2009 - 22:16

Estou cansado. Recebi hoje. Ainda tenho a receber um salário e o subsídio de férias. Vou dormir, não tarda nada. Fui patinar para a Avenida central. Mas ainda não voltei aos halteres.

domingo, 20 de Setembro de 2009

Diário #34

20 de Setembro 2009 - 22:53

Por alguma razão, ontem esqueci-me de escrever no diário. E havia muito a contar. Foi o dia em que andei a cavalo, pela primeira vez. Quer dizer, no Bom Jesus, quando era miúdo, tinha andado, com um guia a segurar as rédeas. Mas desta vez fui eu a conduzir o cavalo, que era uma égua, dócil e esperta. A relação com o cavalo é algo de extraordinário. Em nenhum momento, a égua me pareceu submissa, em relação ao meu comando. É uma parceira que se estabelece. A princípio cedi ao impulso de ser ditador. Queria escolher, sempre, cada centímetro que íamos pisar. Mas rapidamente percebi que era ela que devia decidir onde pisar, por onde ir, que pedras evitar, nos trilhos que percorremos. Eu apenas devia dizer em que direcção queria seguir. E quanto ao resto, ela sabia muito bem por onde passar. Houve breves momentos em que acelerámos num trote ligeiro. Da primeira vez fiquei um pouco alarmado. Mas depois percebi como as ancas devem estar leves, disponíveis para balançar, compensando o balanço do cavalo. E percebi que há um motivo para as abas da sela, que alargam um pouco à frente. É o sítio onde podemos fazer força com os joelhos, quando se desce em grande inclinação ou o cavalo acelera inesperadamente. A paisagem era belíssima. O facto de estar um dia chuvoso deu uma atmosfera de fábula ao passeio. A ramagem das árvores estava carregada de água, que salpicava quando batíamos num ramo com o ombros. Quando saíamos do meio da vegetação para a visão dos montes, o nevoeiro flutuava devagar, escondendo/revelando o Gerês. Hoje, o dia não foi produtivo. Não patinei, mas escrevi mais um capítulo. Já estou com sono e com o efeito do alzen. Não sei se vou conseguir acabar de ver o Glorious, do Eddie Izzard.

Contaquilómetros #15


















Palavras:8455|Caracteres:47954

sexta-feira, 18 de Setembro de 2009

Diário #33

18 de Setembro 2009 - 22:59

Amanhã vamos andar a cavalo (e os cavalos serão Garranos) no Gerês, pelo Centro Equestre do Mezio. Depois da deliciosa e violenta caminhada do fim-de-semana passado, andar a cavalo parece incrivelmente sedutor. Montei (e como estava a tentar evitar usar a palavra) apenas uma outra vez, em toda a minha vida. Foi no Bom Jesus, há uns 15 anos e andámos - eu eu o cavalo - apenas a passo. Não se amanhã andaremos a trote, sequer. Nenhum de nós percebe da coisa. Já vi, finalmente, o Esmiuça com o Louçã e com a Ferreira Leite. Hoje, no Governo Sombra, ouvi o RAP a dizer algo como "aquele programa em que fazemos uma espécie de Daily show português" e fiquei todo contente. Talvez, depois deste sucesso de audiências, o Gato Fedorento volte a ter um programa com um formato interessante, depois de um par de anos a fazer talk shows fraquitos salpicados de sketches engraçados. Um pseudo-noticiário a parodiar a política nacional é muito bem-vindo. O alzen já fez o efeito todo, ou quase. Preparo-me para dormir. Amanhã às 9h em casa da Eva, para seguirmos para o Gerês.