"Caminho Velho - O Livro" é um projecto que reflecte a forma como trabalho individualmente. É labiríntico, está cheio de recomeços e de ambiguidades. Não há aqui um livro, há... deixem-me contá-los, três. Um chamado "Caminho Velho", que interrompi e que não penso continuar. É possível ler tudo o que foi escrito clicando na imagem "CV - O LIVRO", por baixo do botão laranja, na barra lateral. Há um outro livro, que é uma tradução que estou a fazer, do "Four Ways to Forgiveness", da Ursula K. Le Guin". É a este livro que se refere o link "Léxico". E finalmente um outro livro, que estou a escrever e que quero acabar "antes de Maio", a que se refere esta última série de posts com a etiqueta "contaquilómetros".
Quando estava a escrever o "Caminho Velho", estava a tentar seguir à risca o método proposto pelo Dogma 2005 do Rogério Nuno Costa. Desde há algum tempo que aceitei que este projecto seguiu outro caminho, que é o actual - de maneira nenhuma posso prever que seja o definitivo. Estou decidido a acabar este romance antes de Maio, porque, se o último ano foi muito bom nos projectos em que entrei com outras pessoas, quero aproveitar esse fôelgo nos meus projectos pessoais. E a escrita é o que tenho de mais íntimo para desenvolver. Se tenho possibilidade de falhar em grande, de errar com honestidade, tentando expressar algo do que sou, por mais artifícios a que recorra, é com a escrita que o poderei fazer. E se estou errado, se não há talento, se é um sonho de adolescente que ainda não vi ruir, então quero descobri-lo. Quero ir em frente e saber.
É este o rumo actual do Caminho Velho. Nada de novo. Há vinte anos que ando a tentar descobrir se sei escrever. É este o meu caminho velho. O único que sei percorrer. Aquele que tenho de percorrer, sem adiar mais. Deixando de usar a insidiosa palavra tentar. Isto, agora, não é uma tentativa. É uma possibilidade de erro. Uma aprendizagem de como funciono. Sou eu a ser, sendo.
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